uniaomicaelense.com

CLUBE UNIÃO MICAELENSE

O NASCIMENTO DO NOSSO CLUBE

É na Sociedade Promotora da Agricultura Micaelense, na Sociedade Promotora de Instrução e Recreio e na Sociedade dos Amigos das Letras e Artes, fundada em 1894 pelo grande António Feliciano de Castilho, que se fundamenta o movimento associativista Micaelense, traduzindo em diversas iniciativas, entre as quais, em fins de 1911 e começo de 1912, a associação União Micaelense.

Não surgiu, logo de início, como Clube Desportivo. É que o futebol, desporto popular por excelência, dava então os seus primeiros passos no amplo terreno do Mercado Agrícola, de São Gonçalo. E como começou o futebol em S. Miguel?

Segundo uma curiosa plaqueta, publicada pelo Clube União Micaelense em 1962 aquando da conquista para a Ilha de S. Miguel da maior glória de sempre (ser representante dos Açores e da Madeira à Taça de Portugal, na época de 1961/62), foram Rolando de Viveiros, Marquês de Jácome Correia, Weber Tavares, Edgardo Garcia e Alfredo Pinto, educados em Inglaterra, os introdutores do futebol na Ilha de S. Miguel. Vindo a férias, trouxeram uma bola de futebol e, por volta de 1898, formaram dois grupos – um encarnado e outro azul – para realizarem os respectivos jogos. Os distintivos eram umas faixas, encarnadas ou azuis, conforme o grupo a que  pertenciam. Os dois grupos foram constituídos, a  esse tempo, pelos elementos acima mencionados e mais os seguintes: - José de carvalho, António Botelho da Câmara, José Morais Pereira, Padre Jaime (do Colégio Fisher situado no Solar de São Joaquim, chamava-se, na realidade, James Machin, e pertencia à congregação do Espírito santo e do Sagrado Coração de Maria. Era professor no colégio de Instrução Secundária, sobre o patrocínio do Beato João Fisher, canonizado em 1935), Raul Pregadeiro, Alberto Morais de Carvalho, Martiniano da Silva, Ernesto Pinto, Guilherme Machado de Faria e Maia, Manuel da Silva, Joaquim Correia e Silva e outros.

O Dr. Aristídes Moreira da Mota, João de Morais Pereira e João de Viveiros, ocuparam o lugar de Dirigentes, impulsionando, assim, com o prestigio da sua idade e do seu nome, aquela iniciativa desportiva, desconhecida até então entre nós. Mais tarde, ao fixarem residência em Ponta Delgada, os iniciadores já referidos fizeram parte do Clube União Micaelense , de entre eles, Rolando de Viveiros, Marquês de Jácome Correia, António Botelho da  Câmara, Guilherme Machado de Faria e Maia e José de Carvalho.

O primeiro Presidente da Assembleia Geral do União Micaelense foi Rolando de Viveiros, nascido em 22 de Dezembro de 1822, um cidadão exemplarmente educado, que os mais velhos ainda recordam. Em plena juventude, foram estudar no estrangeiro, chegando a dominar, como noticiava o “ Diário dos Açores”, seis idiomas. Casando com uma das senhoras que ornamentavam a sociedade Micaelense, filha de José Maria Raposo de Amaral, dedicou-se ao comércio, principalmente no âmbito relacionado com a navegação estrangeira, geriu a Casa bancária Raposo de Amaral & Severim, onde hoje é a Caixa Económica da Misericórdia, foi cônsul honorário de países nórdicos e presidiu à Junta Geral do distrito. Foi dramaturgo, poeta e prosador de relevo, ao mesmo tempo lírico e realista na descrição dos nossos costumes populares. Devem-se-lhe escritos jornalísticos com muito interesse. Com uma peça sua, representada por amadores locais, foi inaugurado o Teatro Micaelense, segundo deste nome, na noite de 31 de Março de 1951.

 

 

AVANÇAR

VOLTAR